Rock Douradense

Galera, ganhamos um novo colunista na parte de cultura e música, o douradense Ilson Venancio.

Anos 60, guerras, golpes, radicalização nos conflitos de idéias. Surge o rock roll, provocando mudanças no pensamento e comportamento das pessoas.

Enquanto isso em um quarto de hotel (Hotel Laguna) cinco jovens formavam uma banda de rock, “The Five Boys”. Liderada por José Carlos Melo e nem sabiam que estavam iniciando a história do rock em Dourados.

Uma outra vertente da música contemporânea surgia na época com a formação de outro grupo, com sotaque mais latino e swing mais blueszístico. Nascia o Swing Blues, liderado pelo guitarrista Cambai.

Lá para o final dos anos 60, com a finalidade de abrilhantar eventos no Clube Social, nasceu o Milionários do Ritmo, e com a vinda de grandes músicos para Dourados, como o Moacir Costa, Armando, José de Alencar, Adalberto (Zulu), Marcílio Menezes.

Com a realização de festivais nos anos de 1968 a 1971 (4 edições), a música urbana se tornou muito popular em Dourados. Dourados sempre foi marcada a eventos abertos e podendo contar com a participação maciça dos nossos artistas.

Exemplo disso foi o Frutos da Terra, com as suas quatro edições entre 1982 a 1986. Sendo que as duas primeiras edições, era um movimento alternativo. As outras duas foi realizada por órgão oficial.

Em 1986, também o Show da Paz dava a sua contribuição para a música. O movimento alternativo não deixando morrer o velho e bom rock roll. Presentes o Olho de Gato, o Prisma, liderado por guitarrista José Dantas e o Nois num liga, com o saudoso Miguel de Oliveira.

Dourados sempre foi uma cidade essencialmente musicalizada em todo o seu corpo, com a cultura da música ao vivo nas boates e bares no centro e nos bairros.

Uma grande quantidade de músicos da terra como Pitu, Tim, Xote, Joel (falecido), Adão, Esmeraldo (também já falecido) e muitos outros que ocupavam esses espaços na noite douradense.

A cultura da brincadeira dançante contribuiu muito para a proliferação do rock roll. Bandas como Beatles, Rollings Stones, Black Sabbath, Nazareth, Creedance Clearwater Revival, nomes como Bob Dylan, Jimmy Hendrix, Janis Joplin eram as mais tocadas nestes eventos.

Zé Geraldo, Raul Seixas, Rita Lee contribuíram muito com a popularização do rock em Dourados devido a sua linguagem popular. Como dizia Vander Verão “Dourados só da Raul, tô dizendo, pode perguntar por aí, brother”

O grupo mantido pelo Clube Social foi muito importante para o convívio entre os músicos aqui em Dourados, guitarrista como Jaff, Mazetta, Osmar, Moacir Costa, Marcílio Menezes, bateristas como Formiga, Zulu, Escurinho.

Marcílio Menezes me faz lembrar o dia da morte do Jimmy Hendrix, pois nesse dia havia um baile no Clube Social e ele muito triste com a morte do ídolo, do qual ele tocava muita das composições. Naquela noite tocaram  muitas músicas do astro, ele na guitarra, acompanhado do Moacir Costa no baixo, e Zulu na bateria. Foi uma apresentação maravilhosa, uma “celebração” que guardo na minha lembrança!

Outra banda que foi muito importante para o rock em Dourados, pois marcou uma época foi a banda Olho de Gato, criada pelo Nall e o Fernando Bola. Na sua composição um grande número de outros bons músicos tiveram uma grande participação. Muitos ainda no circuito Dourados-Campo Grande.

Daí para frente muitas outras bandas foram surgindo, uma que se destacou foi a banda Saccerdoth, com estilo próprio de metal.

Daí em diante o crescimento de muitas outras e o rock roll invadiu a vida das pessoas de tal forma que até os ritmos mais regionais buscam inspiração no rock, para popularizar o seu trabalho. Não falta uma guitarra chorosa no pop sertanejo!

Porém quando falamos de rock, falamos do bom e velho rock, que hoje em Dourados, talvez seja a maior produção de música urbana que temos.

Rock para todo gosto indo do rock clássico do Cherry Lips, Dixavantes, Death Metal, com a banda Across, Ossários,  Punk rock com os Bandoleiros, Black metal com Exterminate Messiah, Hard Rock, com Hard Mato além de muitas outras Subsolo Hostil, Metal, Pop punk, Rockets 72, Cinta Liga além do Butekus e a Larissa e os Peixes.

E assim caminha o rock em Dourados

Por Ilson Boca Venancio
Fonte: Folha de Dourados

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