Trabalho da Galera – Fernanda Victorello

Fernanda Victorello é desenhista há 10 anos, trabalhou em agências de design gráfico e design publicitário como designer gráfico enquanto paralelamente desenvolveu como freelancer projetos de ilustrações; após alguns anos ingressou no mercado de moda desenvolvendo estampas para marcas como Cavalera, Opera Rock, VRom, Hering, MCD e Banca de Camisetas entre outras. Recentemente lançou uma série de acessórios femininos onde converteu trabalhos de seu acervo em peças para o corpo com o grupo intitulado grupo arteàparte.
Formada em Desenho Industrial pela Faculdade de Belas Artes, concluiu extensão acadêmica no curso Criação de Jóias – Arte e Tecnologia.No período anterior concluiu Desenho Artístico, Ilustração Publicitária e Design Gráfico na Academia Brasielira de Arte-ABRA.

A Revista Virtus fez algumas perguntas para ela:

Revista Virtus: O que significa desenho para você e o que te motiva a trabalhar com isso?


Fernanda Victorello: Desde criança, tive o apoio da família para estudar e desenvolver desenhos assim como meu pai (o pintor de Aviation Art Eduardo Victorello).
Poder representar idéias ou simplesmente uma imagem que pode trazer algum significado às pessoas é bastante motivante. Conduzir este trabalho para a aplicação em tecidos faz com que o desenho tome uma dimensão maior por ser reproduzido em uma grande escala, de forma que as pessoas acabam se identificando e vestindo aquela imagem. Ver este resultado é bastante gratificante.

 

Revista Virtus: Como você aborda várias linguagens visuais dentro do seu projeto?
Fernanda Victorello:  Cada projeto exige um tipo de linguagem, de acordo com o propósito a que ele se destina, para cada um deles procuro a estética (técnica) mais adequada à mensagem que deve ser transmitida. Por exemplo, em caso de manifestos são usadas técnicas com mais contraste, traços mais evidentes; em casos de imagens que tratam de sutilezas, são usados traços mais delicados, técnicas mais fluídas-como aquarela, etc…
A técnica escolhida se relaciona bastante com o teor do conceito e a viabilidade de execução.

Virtus: Qual é a sua relação com o cliente? É mais dífícil trabalhar com cliente grande ou pequeno?

 

Fernanda: É importante que haja um bom planejamento com relação ao que deve ser feito, considerando a idéia e o orçamento destinado a cada um dos desenvolvimentos, sacrificar uma boa representação de idéia por conta de uma limitação técnica ou financeira não prevista anteriormente, por exemplo, faz com que o trabalho seja inutilizado. Para que isso seja evitado, independentemente do tamanho da empresa, grande ou pequena, é importante ter uma boa comunicação para que estas características – idéia e detalhes técnicos (número de cores, técnica, dimensões) – sejam definidas antes do desenvolvimento do desenho.
Virtus: Um ilustrador precisa ter estilo?

 

Fernanda: Com o passar do tempo, as pessoas desenvolvem seu traço e sua forma de representar, o que acaba configurando o estilo de cada um.
É importante ter o próprio estilo mas não se concentrar apenas em referências de estilos semelhantes para não limitar possibilidades.
como o ilustrador pode se aproveitar do software sem depender exclusivamente dele
No meu caso, tudo é feito a mão antes, uso o software para finalizar, viabilizar a idéia com estética vetorial ou apenas viabilizar o trabalho manual para a reprodução dos desenhos de forma industrial.
No primeiro caso, finalizar, o software contribui com o acabamento de um trabalho manual ou vetorial; no segundo caso, viabilizar a idéia com estética vetorial permite que uma grande gama de técnicas sejam utilizadas, é o tipo mais versátil de desenho para explorar recursos em estamparia e bordados; e n o terceiro caso, viabilizar o trabalho manual significaria calibrar e checar as características técnicas do arquivo para garantir sua reproduçao de modo satisfatório.
Acho importante, mesmo desenhando diretamente no software não fazer uso de filtros e efeitos próprios sem nenhum propósito ou cuidado, pois certos recursos podem prejudicar o trabalho por serem muito comuns e por já terem sido explorados exaustivamente.
Virtus: Quais as suas referências visuais e artistas que te inspiram?

Fernanda: MCEscher, Boris Vallejo, Frank Frazetta, Gil Elvgren, Leroy Newman, Norman Rockwell, Vargas, Leonardo da Vinci, Toulouse Lautrec, Caravaggio, Aubrey Beardsley  entre outros.

Virtus: Deixe um recado para quem está começando.

 

 

Fernanda: Para quem pretende começar a trabalhar na área é importante dedicação, estudo, disciplina pra praticar e nunca achar que o que já sabe é suficiente, sempre haverá muito para aprender. Todos os dias surgem novas tendências em termos de estética e novos desenhistas com trabalhos interessantes a serem vistos.

Para ver mais trabalhos dela acesse:

 

 

 

 

2 Respostas para “Trabalho da Galera – Fernanda Victorello

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