Origem da cultura e preconceito cultural

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Vamos falar sobre cultura!


Bem meus amigos, o ano está acabando e está chegando o natal, sim, o natal, para algumas culturas o natal é importante porque celebramos o nascimento do Senhor Jesus, aquele que morreu pelos nossos pecados, mas para outras culturas como o judaísmo o messias ainda virá, assim como a interpretação de alguns nomes são diferentes e as datas festivas têm representatividades diferentes.

Para o professor de teologia da Pontifica Universidade Católica (PUC), Eduardo Rodrigues da Cruz, “ Com mais força no Brasil, o feriado virou sinônimo de turismo.” Carlos não acredita que a festa tenha perdido suas raizes, apenas que a dimensão religiosa foi “atropelada” pela demanda comercial.

Mas enfim, o que eu quero tratar aqui é de cultura e como surgiu este termo.

Para alguns estudiosos a cultura é definida por determinação genética que atribuem capacidades específicas inatas a “raças” ou a outros grupos humanos. Muita gente ainda acredita que os nórdicos são mais inteligentes dos que os negros; que os alemães tem mais habilidade para a mecânica; que os judeus são avarentos e negociantes; que os norte-americanos são empreendedores e interesseiros; que os portugueses são muito trabalhadores e pouco inteligentes; que os japoneses são trabalhadores , traiçoeiros e cruéis; que os ciganos são nômades por instinto, e, finalmente, que os brasileiros herdaram a preguiça dos negros, a imprevidência dos índios e luxúria dos portugueses.

Os antropólogos estão totalmente convencidos de que as diferenças genéticas não são determinantes das diferenças culturais. Segundo Felix Keesing, “não existe correlação significativa entre a distribuição dos caracteres genéticos e a distribuição dos comportamentos culturais. Qualquer criança humana normal pode ser educada em qualquer cultura, se for colocada desde o início em situação conveniente de aprendizado.” Em outras palavras, se transportamos para o Brasil, logo depois do seu nascimento, uma criança sueca e a colocarmos sob os cuidados de uma família sertaneja, ela crescerá como tal e não se diferenciará mentalmente em nada de seus irmãos de criação. Ou ainda, se retirarmos uma criança xinguana de seu meio e a educarmos como filha de uma família de alta classe média de Ipanema, o mesmo acontecerá: ela terá as mesmas oportunidades de desenvolvimento que os seus novos irmãos.

 Segundo Tylor, em 1871  ele definiu cultura como sendo todo o comportamento aprendido, tudo aquilo que independe de uma transmissão genética.

Enfim, se quiser saber mais sobre cultura e a origem dela, leia “Cultura, um conceito antrológico de Roque de Barros Laraia”

 Bem meus caros leitores, como já conceituamos e explicamos um pouco sobre a origem da cultura e sobre a identidade de cada pessoa dentro da cultura, temos aqui um relato de uma menina que morou no Japão e é colunista da Revista Virtus no espaço Japão em Foco, pedimos esse relato aproveitando que dia 10 completou 60 anos dos Direitos Humanos:

 “ Nasci no Brasil, no estado de São Paulo e me mudei para o Japão quando tinha mais ou menos 1 ano e meio de idade, com 11 anos de idade passei por uma fase cheia de altos e baixos naquele País, foi uma época muito legal e complicada ao mesmo tempo!

 Atualmente as pessoas que vem de outros países para o Japão se adaptam facilmente pois existem muitos artistas mestiços e da quarta geração, isso facilita muito a aceitação do povo japonês com relação aos estrangeiros.

 A primeira cidade que morei foi mitsubuchi no estado de aichi, depois mudei-me para toukadai,uma cidade que era um pouquinho maior em relação a mitsubuchi(acho que dava mais ou menos meia hora de carro.) era o lugar perfeito para morar com a família e criar os filhos, existiam muitos parques em volta do apartamento onde eu morava.

 Minha primeira escola tinha mais ou menos 300 alunos, fiquei um curto período de tempo , depois tive que me mudar para outra escola pois meu pai havia mudado de emprego, naquela escola eu era a única estrangeira e as pessoas me achavam diferente mas pelo menos eu era respeitada, depois disso passei a estudar numa escola que tinha 1024 alunos e tinha cerca de 20 crianças estrangeiras, logo percebi que as pessoas olhavam estranho os estrangeiros.

 Eu adoro ler, ia para a biblioteca todas as vezes que podia e quando as pessoas me excluíam no intervalo, ficava muito triste todas as vezes que percebia que não podia brincar com os coleguinhas de classe por causa da diferênça cultural, eu fingia que não ligava todas as vezes que falavam mal de mim. Com tempo apareceu pessoas que deixaram de lado as diferenças culturais e viraram meus amigos.

Um dia perguntei para uma das garotas que me agredia verbalmente o porque de não gostar dos estrangeiros, ela respondeu que os pais falavam que estrangeiros não prestavam.

Os japoneses têm um costume antigo (claro que não e só os japonesese)de achar que são uma raça superior, eu sei que não são só os japoneses que acham isso mas os descendentes que moram no Brasil também acham, fico muito triste porque apesar da raça, cor, diferença cultural ou social somos todos humanos!

 As pessoas que vão morar no Japão são aquelas que tem uma condição de vida melhor e sabem que o Japão é um pais tranqüilo, Não são todos os estrangeiros que aprontam.

Deixo aqui um recado:

Eu gostaria que os pais tomassem cuidado quando forem falar algo perto de um criança, pois as crianças entendem tudo o que você esta falando, eu não fui agredida fisicamente mas as agressões psicológicas que tive foram traumatizantes e não desejo isso para niguém.

 Da ultima vez que eu fui ao Japão eu fui na formatura de uma amiga minha, fiquei com muita dó dela porque ela estava sendo chamada de “gaijin” que em japonês significa estrangeiro e me lembrei do que eu passei.

Um amigo meu aqui do Brasil sofreu agressão física de um professor, teve um caso de outra menina mestiça e que foi morar no Japão de sofrer agressões físicas pelo simples fato de se atrasar e para ninguém ficar sabendo o professor deu dinheiro a ela.

 Eu não consigo aceitar isso de jeito nenhum, não importa a nacionalidade, cor, raça ou opção sexual, somos todos humanos, temos sentimentos, quero que todas as pessoas ao lerem essa matéria pensem um pouco antes de agir para não machucar ninguém.” 

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(Por Katia Sato Duarte, 17 anos, atende pelo apelido de SHIN, atualmente mora em São Paulo, adora animes e é vocalista da banda de J-Rock Yumesekai,  tem planos futuros de fazer uma faculdade de Design Gráfico e é colunista da Revista Virtus.)

Até a próxima!

Yuri Venancio Tamasauskas – Diretor da Revista Virtus

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